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11/04/2026

Tristeza Parasitária: palestra da consultoria veterinária da UEL debate soluções para doença que afeta bovinos

Por Laís Magalhães

Neste sábado (11), o Pavilhão Smart Agro recebeu a VetJr, empresa júnior de Medicina Veterinária da UEL (Universidade Estadual de Londrina), para a palestra “Tristeza Parasitária: do prejuízo à solução”. O evento, voltado a produtores rurais e acadêmicos, abordou o impacto dessa patologia, que é transmitida pelo carrapato Rhipicephalus microplus e pode provocar perdas econômicas severas no setor.

Com mais de 20 anos de estrada, a VetJr desempenha um papel estratégico na prevenção dessa e outras doenças. Lucas Stresser, estudante do 5º ano e presidente da empresa júnior, destaca que o foco do projeto é o atendimento a pequenos e médios pecuaristas, oferecendo consultoria a preços acessíveis graças ao subsídio da universidade.

Atualmente, o grupo presta assistência a quatro propriedades, com contratos trimestrais voltados majoritariamente à pecuária de leite. Em levantamentos recentes, as testagens para diagnóstico da doença confirmaram a presença do parasita em 78% das análises. “Como ainda somos estudantes, não emitimos laudos diretamente, mas trabalhamos em parceria com médicos veterinários residentes. Eles garantem o respaldo técnico para diagnósticos gestacionais, reprodutivos e de Tristeza Parasitária”, esclarece Stresser.

A Doença

O professor da UEL, Dr. Fernando Rodrigues, especialista em parasitologia, explica que o nome popular da doença remete ao estado de prostração do animal infectado. Ao apresentarem febre, anemia, icterícia e apatia, os bovinos se isolam do rebanho e, muitas vezes, param de caminhar.

“A Tristeza Parasitária Bovina é um complexo formado por duas doenças: a Babesiose e a Anaplasmose. São problemas antigos e recorrentes no Brasil. O foco da VetJr é realizar o diagnóstico precocemente, tratar os enfermos e, acima de tudo, implementar um programa de controle. Essa é a chave: sem controle preventivo, não impedimos o surgimento de novos casos”, alerta o professor.

Diferente de outras patologias, a vacinação em larga escala ainda não é uma realidade. Segundo o professor, uma versão de vacina viva chegou a ser produzida pela Embrapa, mas a dificuldade de armazenamento nas fazendas limitou sua eficácia. Hoje, a recomendação é o manejo estratégico para que os animais tenham um contato controlado com o vetor. “É necessário manter uma população mínima de carrapatos para que o rebanho desenvolva imunidade natural”, explica Rodrigues.

O médico veterinário Roberson Amaral, que também palestrou no evento, reforçou que o tratamento deve ser individualizado com base em exames laboratoriais. Interessados na consultoria da VetJr para avaliações de campo e exames podem entrar em contato através do perfil oficial no Instagram: @vetjrconsultoria.


Fotografia Manuella Tomaz

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