Por Laís Magalhães
Neste sábado (11), o Pavilhão
Smart Agro recebeu a VetJr, empresa júnior de Medicina Veterinária da UEL
(Universidade Estadual de Londrina), para a palestra “Tristeza Parasitária: do
prejuízo à solução”. O evento, voltado a produtores rurais e acadêmicos, abordou
o impacto dessa patologia, que é transmitida pelo carrapato Rhipicephalus microplus e pode provocar
perdas econômicas severas no setor.
Com mais de 20 anos de
estrada, a VetJr desempenha um papel estratégico na prevenção dessa e outras
doenças. Lucas Stresser, estudante do 5º ano e presidente da empresa júnior,
destaca que o foco do projeto é o atendimento a pequenos e médios pecuaristas,
oferecendo consultoria a preços acessíveis graças ao subsídio da universidade.
Atualmente, o grupo presta
assistência a quatro propriedades, com contratos trimestrais voltados
majoritariamente à pecuária de leite. Em levantamentos recentes, as testagens
para diagnóstico da doença confirmaram a presença do parasita em 78% das
análises. “Como ainda somos estudantes, não emitimos laudos diretamente, mas
trabalhamos em parceria com médicos veterinários residentes. Eles garantem o
respaldo técnico para diagnósticos gestacionais, reprodutivos e de Tristeza
Parasitária”, esclarece Stresser.
A
Doença
O professor da UEL, Dr.
Fernando Rodrigues, especialista em parasitologia, explica que o nome popular
da doença remete ao estado de prostração do animal infectado. Ao apresentarem
febre, anemia, icterícia e apatia, os bovinos se isolam do rebanho e, muitas
vezes, param de caminhar.
“A Tristeza Parasitária Bovina
é um complexo formado por duas doenças: a Babesiose e a Anaplasmose. São
problemas antigos e recorrentes no Brasil. O foco da VetJr é realizar o
diagnóstico precocemente, tratar os enfermos e, acima de tudo, implementar um
programa de controle. Essa é a chave: sem controle preventivo, não impedimos o
surgimento de novos casos”, alerta o professor.
Diferente de outras
patologias, a vacinação em larga escala ainda não é uma realidade. Segundo o professor,
uma versão de vacina viva chegou a ser produzida pela Embrapa, mas a
dificuldade de armazenamento nas fazendas limitou sua eficácia. Hoje, a
recomendação é o manejo estratégico para que os animais tenham um contato
controlado com o vetor. “É necessário manter uma população mínima de carrapatos
para que o rebanho desenvolva imunidade natural”, explica Rodrigues.
O médico veterinário Roberson Amaral, que também palestrou no evento, reforçou que o tratamento deve ser individualizado com base em exames laboratoriais. Interessados na consultoria da VetJr para avaliações de campo e exames podem entrar em contato através do perfil oficial no Instagram: @vetjrconsultoria.