Por Lucas Araújo
Foi realizado nesta quarta (15) o 4º Seminário Mesorregional
de Sanidade Agropecuária. O evento técnico da ExpoLondrina 2026 abordou a
importância da sanidade e da rastreabilidade para o produtor alcançar novos
mercados consumidores
O presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Marcelo
Janene El-Kadre, salientou que a sanidade e rastreabilidade possibilitam ao
produtor acessar outros mercados consumidores. “É um passo importante, o Paraná
é um estado muito sério em relação a isso”, acredita.
Para o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do
Paraná (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza, sanidade é chave de mercado.
“Quem não tiver, tá fora do mercado, mas não basta ter, é preciso comprovar.
Acredito que esse é o desafio”. Em alguns setores, conforme o presidente do
IDR-Paraná, a produção é maior que o consumo interno, como no caso da pecuária
leiteira. “Nós precisamos exportar, mas como faremos se não temos sanidade, se
não tivermos como comprovar”, questionou. Ele ainda acrescentou que esse
raciocínio vale para todas as cadeias.
De acordo com o chefe regional da Adapar em Londrina, Marcelo
Matsubara, o objetivo do Seminário foi mostrar ao produtor rural a importância
da gestão da sanidade. “É produtor falando com produtor. A palestrante que
convidamos vai explanar, a partir das próprias experiências, o quanto a
sanidade adequada, assim como a rastreabilidade, na propriedade pode gerar benefícios
ao produtor”, afirma.
A produtora rural Monica Baer, da Agropecuária Ipê de Campo
Mourão, realizou palestra com o tema: “Rastreamento do rebanho bovino:
objetivos e desafios”. Segundo Baer, a propriedade já é rastreada pelo SISBOV
(Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos) há 15
anos para ter um melhor controle do rebanho. “É um trabalho intenso, mas por
outro lado foi por meio da rastreabilidade que consegui colocar em ordem o
projeto do gado”, diz.
Ainda de acordo com a produtora, por meio do controle do
rebanho foi possível fazer medições e ter indicadores que possibilitaram saber
se o gado estava obtendo a performance prevista. “A nossa atividade é muito
difícil de medir, não temos safra, temos um processo contínuo. Como posso
avaliar se meu trabalho está dando retorno positivo ou negativo se não for
dessa forma. Essa é uma decisão empresarial muito importante”, coloca a
produtora. Ela acrescenta que a rastreabilidade tem dois objetivos: sanidade,
na qual você tem um controle, e por outro saber se o produtor está produzindo
adequadamente”, coloca.
Fotografia: Gabriel Vinci