Por Lucas Araujo
Centenas de pessoas participaram
nesta terça (14) do 23º Seminário Estadual de Aquicultura durante a
ExpoLondrina 2026. O evento foi promovido pelo Instituto de Desenvolvimento
Rural do Paraná (IDR-Paraná) em parceria com o Sistema Estadual de Agricultura do Paraná
(Seagri-PR), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Sociedade Rural do
Paraná (SRP).
O zootecnista Murilo Quintiliano da FAI Farms
realizou a palestra “Hub de Tilápia: onde a ciência, prática e mercado se
encontram”. Ele tratou de um aplicativo de bem-estar animal, que oferece cursos
e treinamento a equipes que trabalham com piscicultura. O software inclui
práticas de avaliação do peixe com números importantes sobre aspectos de nutrição
e sanidade. “Tratamos de questões muito importantes, como a qualidade da água e
do ambiente, assim como monitoramento do comportamento dos peixes. A partir do
momento que o produtor começa a monitorar esses processos e ter conhecimento
para treinar a própria equipe, ele vai ter vantagens econômicas diretas pela
redução de mortalidade e ganho de desempenho produtivo”, salienta Quintiliano.
O professor da Unioeste Fabio Bitencourt
realizou a palestra “Quais fatores devem ser levados em consideração na escolha
da ração”. Bitencourt explicou o que uma ração precisa ter para ser eficiente,
como determinados nutrientes que são indispensáveis. Ainda de acordo com o
professor, não adianta ter ração de qualidade sem um bom manejo, sem um
monitoramento adequado, por exemplo, da qualidade da água.
A oceanógrafa Fernanda Queiróz e Silva realizou
a palestra: “Gestão eficiente na piscicultura: como mensurar custos de produção
e aumentar a rentabilidade”. Silva faz uma comparação entre a gestão de uma
propriedade rural e um jogo. “A gente sabe que é como se fosse um
quebra-cabeças com vários aspectos técnicos para a gente ter sucesso”, disse. A
oceanógrafa também acredita que os produtores têm inúmeros desafios e para
superá-los é preciso realizar o monitoramento de tudo o que acontece no sistema
de produção. “Ainda que seja em um caderninho, numa planilha de Excel ou em um
aplicativo. É necessário tratar a propriedade como um grande negócio. O
agricultor precisa se ver como um empreendedor para ter sucesso”, salientou.