ExpoLondrina 2026

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17/04/2026

Sabores da ExpoLondrina agradam paladares tradicionais e exóticos

Por Luis Fernando Wiltemburg

 As barracas gastronômicas da ExpoLondrina são conhecidas pela variedade e alguns sabores são clássicos da feira. Estão entre eles as tradicionais batata chips, os lanches de pernil, churrascos e churrasquinhos, churros, algodão doce, maça do amor, crepes suíço e francês, cocadas e paçocas... Mas, que tal um prato japonês, como um hot roll ou um temaki? Ou, para os colonos, uma salsicha alemã? E o que acha de um cachorro quente de yakisoba? Opções não faltam. 

Em algumas barracas, o consumidor pode montar seu cachorro-quente como quiser, com diversas opções como milho, ervilha, bacon, tomate e outros acompanhamentos. Já os churros podem ser cobertos com chocolate, creme de avelã ou leite ninho e acompanhados de diversas guloseimas. 

As churrascarias servem costela, contrafilé, frango e linguiça preparados na brasa em refeições ou porções e a maioria também prepara sanduíches. Porém, para os mais tradicionais, restaurantes e lanchonetes já estabelecidos em Londrina também estão presentes na ExpoLondrina.

 

Aposta no tradicional

 Devidamente paramentado de bota e chapéu, Luís César Cavalcante degustava batata chips enquanto passeava pelo Parque Ney Braga Eventos na tarde de quinta-feira (16) ao lado de Guilherme Gross. São diversas barracas e carrinhos que vendem a iguaria espalhada pelo parque, com valores de R$ 10 a R$ 20, dependendo do tamanho. 

Esta é a terceira vez de Cavalcante na feira este ano. Mesmo sendo um frequentador assíduo, ele afirma que não tem um prato que não pode faltar para ele. “Não venho com nada fixo na mente. Peguei o que achei atrativo. Mas, nas visitas ao parque, já tomei sorvete, comi pastel, lanche...”, conta. Porém, o que atiçou a curiosidade foi a salsicha alemã. “Ainda não tinha visto e achei interessante para provar”, diz. 

A salsicha alemã preparada por José Francisco Schroeder e servida na Casa do Alemão é feita de carnes suína e bovina magras, com toucinho para dar liga, condimentos e sal mineral. A massa é colocada em tripa de carneiro e fervida em salmoura com urucum, o que deixa uma cor avermelhada bastante chamativa. “Salsicha alemã, tem mais de 200 [tipos]. Essa é a minha versão”, afirma. 

O produto é aquecido na chapa e pode ser consumido in natura, servida em um palito (R$ 25), somente ela na baguete (R$ 40) ou em forma de lanche, com purê de batata, joelho de porco e chucrute (R$ 50). Anderson Bianchi, de Lajeado Grande (SC), Rogério Foralosso, de Arvoredo (SC) e Harley Pansard, gaúcho estabelecido em Londrina, pediram as três formas de apresentação para provar todas elas. 

Apesar de vir de um estado com forte presença de descendentes de alemães, Foralosso nunca havia provado a iguaria antes. Já Bianchi, que está na feira a trabalho, disse que a coloração chamou a atenção. “Achamos a coloração muito bonita”, diz.

 

Comida oriental na feira brasileira 

De ascendência nipônica, Vitor Horita optou por um prato pouco tradicional em feiras agropecuárias: um temaki, vindo da culinária japonesa. “Fiz essa opção porque não almocei e queria algo que não fosse muito pesado. E, por ser descendente, sempre vou ‘puxar’ pela comida japonesa”, disse, ao pegar sua refeição. 

O carrinho, estacionado no espaço Sunset,  ainda oferece opções de hot roll e uramaki com preços que variam de R$ 36 a R$ 40. “Eu estou trabalhando na feira e ainda quero provar o churrasco”, conta Horita.

 Novidade este ano, o yakisoba dog é servido no pão de brioche recheado com yakisoba, maionese kewpie e uma proteína, que pode ser salsicha defumada ou chicken katsu, um frango oriental empanado na farinha panko. “Todos os anos eu trazia o corn dog (cachorro-quente coreano, com salsicha envolta em massa agridoce e frita) e e donuts para a feira, mas, esse ano quis inovar”, afirma Alexandre Mada, responsável pelo quiosque. 

Os sanduíches custam R$ 35 e, segundo Mada, têm tido boa aceitação. Mas, não é algo muito diferente? “Na verdade, morei 12 anos no Japão e é muito comum por lá”, afirma. Para quem for à ExpoLondrina, essa é uma oportunidade de provar a iguaria sem ter de se deslocar tanto.


Fotografia: Gustavo Carneiro

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