Por Lucas Araújo
Foi realizada nesta terça (14) a
Reunião do Conselho Consultivo Meso Norte do Instituto de Desenvolvimento Rural
do Paraná (IDR-Paraná). O encontro teve como tema “Fortalecimento institucional
e desenvolvimento regional da agropecuária”. De acordo com a presidente do
Conselho, a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Inês de
Batista Fonseca, a reunião tratou das demandas que foram trazidas pelos membros
do conselho a fim de buscar soluções para as mesmas.
O presidente do IDR-Paraná,
Natalino Avence de Souza, afirmou que o Paraná é uma potência agrícola embora
ocupe apenas 2,24% do território brasileiro. Ele afirmou também que 66% das
propriedades tem menos de 20 hectares e 46% do total menos que 10 hectares, o
que indica uma prevalência de pequenas áreas agrícolas. “Temos uma agricultura
bastante diversificada. Somos líderes na produção de proteína de frango, peixe,
de feijão, o que mostra a força do campo paranaense”. “Também somos grandes
exportadores, principalmente de soja e proteína animal, para mais de 180
países”, salientou.
Por outro lado, disse o presidente,
há desigualdades que precisam ser superadas. Apenas 5 regiões, de um total de
dezoito, estão acima da média estadual. “Nas regiões mais deprimidas do estado,
precisamos melhorar a produtividade, atacar alguns problemas graves, como a
deriva e o desiquilíbrio ambiental, e ainda buscarmos melhorar a renda dos
pequenos agricultores”, afirmou Souza.
Uma das questões salientadas pelo
presidente do Instituto foi abordada pela engenheira agrônoma e extensionista Karina
Alves do IDR-Paraná. Ela realizou palestra com o tema: “Tecnologia de
aplicação: ações para mitigação de problemas com deriva de agrotóxicos”. Alves
lembrou que a deriva é um problema antigo e que já vem sendo combatido pelos
técnicos do Instituto há bastante tempo. Ela disse que a pulverização, de forma
geral, é pouco eficiente. “Muitos produtores dão um tiro de canhão para matar
um inseto. Em alguns casos, menos de 1% do produto aplicado é aproveitado pela
planta”, assegurou a extensionista.
Ela disse que o problema
principal da deriva está na ponta de pulverização. De acordo com ela, ainda que
o equipamento de pulverização não seja novo, tendo uma ponta de pulverização
boa, o resultado será positivo. Ainda de acordo com ela, o investimento para
novas pontas é baixo se comparado com os benefícios que ela pode trazer.
“Calculo um custo de aproximadamente R$ 2.500,00 para cinco anos de
durabilidade. Se dividirmos esse custo pelo total de aplicações que podem ser
realizadas e os benefícios que ela pode trazer, não é alto o valor”, acredita.
A médica veterinária e
extensionista do IDR-Paraná Roberta Gomes Zanin fez a palestra “Contribuições
do IDR-Paraná para o desenvolvimento da produção animal na região de Londrina”.
Ela lembrou que os programas de psicultura e pecuária de leite são os mais
fortes na produção animal na região de Londrina. Zanin salientou que o trabalho
tem sido dirigido na orientação e suporte técnico aos produtores rurais.
O Conselho Consultivo Meso Norte
do IDR-Paraná é um órgão colegiado que envolve parceiros locais (sindicatos,
universidades, associações) para propor, priorizar e adequar as ações de
pesquisa e extensão rural da região Norte do estado. Sua função é aproximar o
instituto da realidade local, garantindo um desenvolvimento rural mais
eficiente e planejado.