ExpoLondrina 2026

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13/04/2026

IDR-Paraná traz variedades de frutas adaptadas ao clima paranaense e resistentes a doenças

Por Lucas Araújo

Variedades de maracujá, citrus, abacaxi, pitaia, morango e acerola. São cultivares que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) trouxe para a Fazendinha da ExpoLondrina 2026. Elas trazem características agronômicas valiosas ao produtor rural que busca bom potencial de faturamento e produção.

A variedade Maracujá IPR Luz da Manhã é lançamento do IDR-Paraná. Segundo o extensionista do Instituto Reginaldo Sambugari está sendo apresentado o sistema de cultivo “mudão” ou planta-alta que convive com a virose do endurecimento do fruto. “Alguns anos atrás essa doença foi introduzida aqui no Paraná e em alguns municípios praticamente dizimou a produção”, lembra. Ainda de acordo com Sambugari, a cultivar foi desenvolvida para as condições climáticas do Norte do Paraná.

O extensionista salienta que o manejo adequado possibilita a produção do maracujá, mesmo sendo atingido pela doença do endurecimento do fruto. “A semeadura é feita dentro de estufa entre março e abril, é conduzida até agosto e setembro, quando a muda atinge um porte de pelo menos um metro e meio a dois metros, em seguida leva para o campo. A partir desse ponto, ainda que haja a incidência da virose, que é transmitida por um pulgão, você consegue ter produção comercial”, ensina.

O Maracujá Luz da Manhã é uma variedade com aspectos agronômicos importantes. “Pode ser direcionado tanto para fruto mesa quanto para indústria, coloração adequada de polpa, rendimento alto de polpa, então ele apresenta características interessantes para cultivo comercial”, afirma o extensionista.

Para a região de Londrina o IDR-Paraná também recomenda outras culturas, como o abacate, a pitaia, o morango hidropônico, o abacaxi, a banana. Foi criada uma área na Fazendinha para demonstrar ao produtor algumas dessas culturas, dentre elas o morango e a pitaia. “O morango hidropônico, no início, demanda um cuidado com a fertirrigação. É preciso um controle rigoroso dos nutrientes que a gente coloca e cuidado na compra de mudas adaptadas para o nosso clima”, diz Sambugari. Sobre a pitaia, ele recomenda cultivares mais adaptadas com características comerciais, como cor de polpa, de produção, e que não necessitam de polinização.

Ainda de acordo com o extensionista do IDR-Paraná, essas culturas de frutas têm potencial tanto para pequenos produtores como para propriedades maiores. “São culturas muito promissoras que apresentam um bom retorno econômico se seguidas as orientações técnicas recomendadas”, finaliza.

Fotografia Gabriel Vinci

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