Por Lucas Araújo
Variedades de maracujá, citrus, abacaxi, pitaia, morango e
acerola. São cultivares que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná
(IDR-Paraná) trouxe para a Fazendinha da ExpoLondrina 2026. Elas trazem
características agronômicas valiosas ao produtor rural que busca bom potencial
de faturamento e produção.
A variedade Maracujá IPR Luz da Manhã é lançamento do IDR-Paraná.
Segundo o extensionista do Instituto Reginaldo Sambugari está sendo apresentado
o sistema de cultivo “mudão” ou planta-alta que convive com a virose do
endurecimento do fruto. “Alguns anos atrás essa doença foi introduzida aqui no
Paraná e em alguns municípios praticamente dizimou a produção”, lembra. Ainda
de acordo com Sambugari, a cultivar foi desenvolvida para as condições
climáticas do Norte do Paraná.
O extensionista salienta que o manejo adequado possibilita a
produção do maracujá, mesmo sendo atingido pela doença do endurecimento do
fruto. “A semeadura é feita dentro de estufa entre março e abril, é conduzida
até agosto e setembro, quando a muda atinge um porte de pelo menos um metro e
meio a dois metros, em seguida leva para o campo. A partir desse ponto, ainda
que haja a incidência da virose, que é transmitida por um pulgão, você consegue
ter produção comercial”, ensina.
O Maracujá Luz da Manhã é uma variedade com aspectos
agronômicos importantes. “Pode ser direcionado tanto para fruto mesa quanto
para indústria, coloração adequada de polpa, rendimento alto de polpa, então
ele apresenta características interessantes para cultivo comercial”, afirma o
extensionista.
Para a região de Londrina o IDR-Paraná também recomenda
outras culturas, como o abacate, a pitaia, o morango hidropônico, o abacaxi, a
banana. Foi criada uma área na Fazendinha para demonstrar ao produtor algumas
dessas culturas, dentre elas o morango e a pitaia. “O morango hidropônico, no
início, demanda um cuidado com a fertirrigação. É preciso um controle rigoroso
dos nutrientes que a gente coloca e cuidado na compra de mudas adaptadas para o
nosso clima”, diz Sambugari. Sobre a pitaia, ele recomenda cultivares mais
adaptadas com características comerciais, como cor de polpa, de produção, e que
não necessitam de polinização.
Ainda de acordo com o extensionista do IDR-Paraná, essas
culturas de frutas têm potencial tanto para pequenos produtores como para
propriedades maiores. “São culturas muito promissoras que apresentam um bom
retorno econômico se seguidas as orientações técnicas recomendadas”, finaliza.
Fotografia Gabriel Vinci