Por Lucas Araújo
As novas tecnologias são cada vez mais necessárias para o
produtor rural. Pensando em aspectos como esse, o Instituto de Desenvolvimento
Rural do Paraná (IDR-Paraná) trouxe novas tecnologias para a ExpoLondrina 2026.
Foram apresentados nesta quinta (16) no Pavilhão Smart Agro três aplicativos e
um livro que podem auxiliar o produtor na tomada de decisões no campo e
ajudá-lo a melhorar o desempenho da propriedade.
O “Guia de Identificação de Pragas do Feijão” é uma
ferramenta dirigida a profissionais da área técnica, como extensionistas e
agrônomos, assim como aos produtores rurais, para que eles possam conhecer e
identificar as pragas do feijão. “Se tiver dúvida, é só clicar nas fotos do
aplicativo e pelas informações taxonômicas chegar na praga que ele está vendo
na lavoura e na tela do celular”, esclarece o pesquisador do IDR-Paraná Humberto
Androcioli. “Esse Guia é uma ferramenta para técnicos e produtores conseguirem
enxergar todas as pragas que ocorrem no feijão, desde a fase da semente à
colheita”, acrescenta.
Conforme a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná,
Vânia Cirino, a pesquisa do Instituto foca no desenvolvimento de tecnologias e
também no conhecimento científico que melhorem a produção agropecuária no
estado de maneira sustentável. “O Paraná é o maior produtor de feijão do
Brasil, com 30% da produção nacional. A cultura é praticamente de pequenos
produtores da agricultura familiar, portanto, essas ferramentas auxiliam os
produtores a tomarem decisões quanto ao controle e manejo de pragas na cultura”,
salienta.
Ainda de acordo com ela, também foram lançadas as plataformas
digitais Sirdes (Sistema de Recomendação de Adubação com Dejetos de Suínos) e
Sirca (Sistema de Recomendação de Adubação com Cama de Aviário), as quais
trazem recomendações de uso de resíduos de cama de aviário e também de dejetos
suínos na fertilização do solo, como adubo orgânico, de forma a substituir a
adubação química. “Nós sabemos que em virtude dos acontecimentos recentes em
nível mundial, os preços da adubação química têm aumentado e essas ferramentas
vão auxiliar os produtores a reduzirem os custos de produção”, disse a diretora
de pesquisa e inovação do IDR-Paraná.
O secretário de Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara,
acompanhou o evento. “Acredito que essas ferramentas modernas podem trazer
economicidade, mais assertividade na tomada de decisões, podem reduzir custos,
enfim, uma série de benefícios que propiciam um avanço à agropecuária
paranaense” disse.
Outro destaque do evento foi o lançamento do livro “Plantas
oleaginosas para biodiesel no Paraná”, que traz o resultado de muitos anos de
pesquisa do Instituto com informações sobre culturas com potencial para
produção de biocombustíveis no território paranaense, sem contar aspectos
ligados à sustentabilidade ambiental.
Antônio Costa, pesquisador aposentado do IDR-Paraná, foi um
dos autores dos diversos capítulos que o livro reúne. “Vivemos uma dependência
de fontes energéticas e há necessidade de diversificação para a gente ter
sustentabilidade energética. O livro é uma alternativa tanto em nível de propriedade
como incorporado à rede de energia brasileira e paranaense”, asseverou.
De acordo com o pesquisador do IDR-Paraná Luiz Antônio
Odenath, no stand da instituição no Smart Agro estão sendo demonstradas as
tecnologias inovadoras que o Instituto desenvolveu, algumas em parceria, para o
produtor rural. “Além dos aplicativos e do livro, temos sistema web de
informações para o agricultor e um leitor de esporos da ferrugem da soja para
facilitar o monitoramento e, dessa forma, ajudar o agricultor a definir quando
deve ser feita a aplicação”, acrescenta Odenath.
Todos os aplicativos já estão disponíveis gratuitamente à
população nas lojas de aplicativo. O livro é vendido pelo site do IDR-Paraná e
o leitor de esporos está em desenvolvimento. Por essa razão, não está
disponível ao produtor por enquanto.
Fotografia: Gabriel Vinci