ExpoLondrina 2026

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19/04/2026

Expo Pet registra movimento intenso na edição de 2026

Por Laís Magalhães

Fofura e movimento intensos dentro da ExpoLondrina 2026. A Expo Pet já é considerada uma parada obrigatória para as famílias e levou milhares de pessoas aos estandes nos 10 dias de feira. O espaço, que funciona no formato atual há três anos, vem evoluindo a cada edição.

Luciano Costa, responsável comercial da Expo Pet, explica que o setor amadureceu. “Em 2026, ampliamos a atuação com mais expositores e realizamos ações e eventos, como o V Simpósio de Pequenos Animais, além de uma parceria com o Sebrae para encontros de raças e campeonatos de tosa”, destacou. Pela primeira vez, a feira contou também com um restaurante pet friendly, permitindo que os tutores façam suas refeições acompanhados de seus animais.

Saúde e Bem-Estar

Em parceria com o Hospital Veterinário da UniFil, o espaço ofereceu pronto atendimento para os pets. A médica veterinária e coordenadora de resgate, Danielle Martina, explicou que o estande funcionou todos os dias, até às 22h. “Caso alguém estivesse com seu pet e desejasse uma consulta, vacina ou atualização de vermífugo, prestamos todo esse serviço aqui na Expo Pet”, afirmou. O suporte também foi oferecido aos expositores: “Estamos de prontidão para o atendimento caso qualquer animal de demonstração ou venda passe mal”.

Quem passou pelo local, percebeu que o cuidado é uma prioridade. Pedro Henrique Nunes, do Canil Theo Orodeth, especializado em Spitz Alemão, detalhou a logística para manter os filhotes tranquilos em meio ao fluxo de visitantes. “Planejamos um cercado para dividir as pessoas dos animais. Temos acompanhamento frequente do veterinário e a própria organização da ExpoLondrina, junto à Adapar, faz vistorias para conferir a qualidade da água, ração e limpeza”, descreveu.

A diversidade de espécies atraiu quem buscava além de cães e gatos. Maurício Schmidt, da Cunicultura Cidade Alta, trouxe pela primeira vez a criação de coelhos para a feira. Entre os destaques estavam o Mini Lop e o Gigante de Flandres, que pode chegar a 12 kg. “Vendemos vários casais e também machos e fêmeas separados para pet. A interação da criançada é muito grande; adultos também ficam encantados e até se emocionam”, relatou o criador de Apucarana.

No segmento de aquarismo e lagos, Ricardo Scatolin destacou o retorno. “Nosso balanço é positivo pelo marketing. Montamos um lago artificial a pedido da Sociedade Rural para o pessoal ter uma noção de como funciona. Tivemos muito retorno em seguidores e interessados em projetos residenciais”, avaliou.

Para os lojistas, a feira é a vitrine ideal. Surama Barros, da Doguinho Chique (representante da marca Peloncio), comemorou o impacto nas redes sociais e nas vendas. “A última consulta mostrou que subimos 400 seguidores. O movimento no fim de semana é o destaque; as pessoas estão conhecendo e se preocupando mais com o cuidado e o 'cheirinho' do pet”, afirmou.

Veterano no evento, Diogo Rocha Dias, proprietário do Pet Select petshop, admitiu que superou o receio inicial com a economia. “Eu tive até um pouco de medo pelo cenário de crise, mas tivemos ótimas recomendações. Foi um ano muito produtivo, vendemos entre 20 e 25 filhotes”, contou.

As vendas se intensificaram no último fim de semana. Betina Verling, de 15 anos, veio de Curitiba para competir no hipismo, não resistiu e levou um novo membro para a família. “A gente se encantou pela pretinha (Spitz Alemão) e decidiu em 30 minutos. Vai ser um presente para a minha avó”, contou, enquanto carregava a filhote que parecia um pompom.

Segundo Luciano Costa, o diferencial de Londrina é ser um dos poucos eventos de grande porte genuinamente receptivos aos animais. “A ExpoLondrina é um dos poucos eventos de grande porte que é pet friendly”, finalizou.


Fotografia Larissa Timoteo

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