Por Laís Magalhães
Fofura e movimento intensos
dentro da ExpoLondrina 2026. A Expo Pet já é considerada uma parada obrigatória
para as famílias e levou milhares de pessoas aos estandes nos 10 dias de feira.
O espaço, que funciona no formato atual há três anos, vem evoluindo a cada
edição.
Luciano Costa, responsável comercial
da Expo Pet, explica que o setor amadureceu. “Em 2026, ampliamos a atuação com
mais expositores e realizamos ações e eventos, como o V Simpósio de Pequenos
Animais, além de uma parceria com o Sebrae para encontros de raças e
campeonatos de tosa”, destacou. Pela primeira vez, a feira contou também com um
restaurante pet friendly, permitindo que os tutores façam suas refeições
acompanhados de seus animais.
Saúde
e Bem-Estar
Em parceria com o Hospital
Veterinário da UniFil, o espaço ofereceu pronto atendimento para os pets. A
médica veterinária e coordenadora de resgate, Danielle Martina, explicou que o
estande funcionou todos os dias, até às 22h. “Caso alguém estivesse com seu pet
e desejasse uma consulta, vacina ou atualização de vermífugo, prestamos todo
esse serviço aqui na Expo Pet”, afirmou. O suporte também foi oferecido aos
expositores: “Estamos de prontidão para o atendimento caso qualquer animal de
demonstração ou venda passe mal”.
Quem passou pelo local,
percebeu que o cuidado é uma prioridade. Pedro Henrique Nunes, do Canil Theo
Orodeth, especializado em Spitz Alemão, detalhou a logística para manter os
filhotes tranquilos em meio ao fluxo de visitantes. “Planejamos um cercado para
dividir as pessoas dos animais. Temos acompanhamento frequente do veterinário e
a própria organização da ExpoLondrina, junto à Adapar, faz vistorias para
conferir a qualidade da água, ração e limpeza”, descreveu.
A diversidade de espécies
atraiu quem buscava além de cães e gatos. Maurício Schmidt, da Cunicultura
Cidade Alta, trouxe pela primeira vez a criação de coelhos para a feira. Entre
os destaques estavam o Mini Lop e o Gigante de Flandres, que pode chegar a 12
kg. “Vendemos vários casais e também machos e fêmeas separados para pet. A
interação da criançada é muito grande; adultos também ficam encantados e até se
emocionam”, relatou o criador de Apucarana.
No segmento de aquarismo e
lagos, Ricardo Scatolin destacou o retorno. “Nosso balanço é positivo pelo
marketing. Montamos um lago artificial a pedido da Sociedade Rural para o
pessoal ter uma noção de como funciona. Tivemos muito retorno em seguidores e
interessados em projetos residenciais”, avaliou.
Para os lojistas, a feira é a
vitrine ideal. Surama Barros, da Doguinho Chique (representante da marca
Peloncio), comemorou o impacto nas redes sociais e nas vendas. “A última
consulta mostrou que subimos 400 seguidores. O movimento no fim de semana é o
destaque; as pessoas estão conhecendo e se preocupando mais com o cuidado e o
'cheirinho' do pet”, afirmou.
Veterano no evento, Diogo
Rocha Dias, proprietário do Pet Select petshop, admitiu que superou o receio
inicial com a economia. “Eu tive até um pouco de medo pelo cenário de crise,
mas tivemos ótimas recomendações. Foi um ano muito produtivo, vendemos entre 20
e 25 filhotes”, contou.
As vendas se intensificaram no
último fim de semana. Betina Verling, de 15 anos, veio de Curitiba para
competir no hipismo, não resistiu e levou um novo membro para a família. “A
gente se encantou pela pretinha (Spitz Alemão) e decidiu em 30 minutos. Vai ser
um presente para a minha avó”, contou, enquanto carregava a filhote que parecia
um pompom.
Segundo Luciano Costa, o
diferencial de Londrina é ser um dos poucos eventos de grande porte
genuinamente receptivos aos animais. “A ExpoLondrina é um dos poucos eventos de
grande porte que é pet friendly”, finalizou.
Fotografia Larissa Timoteo