ExpoLondrina 2026

ExpoLondrina 2026

Capa

10/04/2026

Após ampliação, Museu e Aquário são reinaugurados na abertura da ExpoLondrina

Por Luis Fernando Wiltemburgo

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) cortou a fita inaugural da ampliação do Museu da Sociedade Rural do Paraná e do Aquário de Londrina no dia de abertura da 64ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina nesta sexta-feira (10). A ampliação dos espaços chama a atenção de visitantes, que têm entre as novidades o novo tanque gigante, com capacidade de 90 mil litros, e uma beneficiadora de café histórica para a cidade.

O museu passou por um grande processo de ampliação para receber mais maquinários, incluindo uma máquina de beneficiamento de café que pertencia à exportadora Intercontinental, lotada em Londrina. O maquinário pesado permaneceu no barracão da Avenida Leste Oeste, onde foi instalada na época de ouro da cafeicultura, mas precisou ser retirada no ano passado para a construção do Terminal Metropolitano.

“Se formos lembrar, a história do Norte do Paraná começou com o café. Quando foi demolido o espaço no centro de Londrina, a máquina foi retirada e o governo do Paraná a doou para nós. E fizemos questão de colocar no museu, porque ela conta a história da nossa região. O café, que foi o início de toda a nossa história, está representado por essa beneficiadora, que é uma verdadeira raridade”, explica o diretor de Aquicultura da Rural, Ricardo Neukirchner.

O início da visita ao museu se dá a partir do aquário, logo após um espaço com exposição de fotos alusivas à agricultura. Após passar pelos primeiros tanques de peixes nativos e de cultivo, o visitante conhece animais da fauna regional, as bacias hidrográficas e a piscicultura.

Em seguida, conhece o novo tanque, que tem oito metros de comprimento e capacidade para 90 mil litros, volume associado a armazenamento industrial de água. “É um aquário para peixes grandes, temos espécies com 26 quilos, com 35 quilos. No total, nossos tanques têm mais de 40 espécies”, diz o diretor de Aquicultura.

A reforma e ampliação do museu triplicou o espaço expositivo para caber não apenas a beneficiadora, mas para aumentar a quantidade de equipamentos históricos. De acordo com Neukirchner, há objetos bastante raros, como o primeiro modelo de trator traçado do mundo e a primeira trilhadeira feita no Brasil. “A trilhadeira, na verdade, era um protótipo das colheitadeiras atuais, gigantes. E essas máquinas históricas divulgam o trabalho dos pioneiros que fizeram a história da agricultura no Paraná e um pouco da história do que é a Sociedade Rural do Paraná”, afirma.

O  Aquário de Londrina e o Museu Sociedade Rural do Paraná estarão abertos o ano inteiro para visitação, principalmente de escolas, na sede do Ney Braga Eventos, com entrada gratuita. Monitores vão guiar os passeios, direcionando para a educação ambiental, a história dos pioneiros e a agricultura, para aproximar o campo da cidade.

 

Surpresa e nostalgia

 

O pequeno Leonardo Ribeiro da Silva, de 3 anos, gostou do balé dos peixes no aquário, mas ficou um pouco apreensivo ao se deparar com um felino taxidermizado. Ele visitou o aquário e o museu na companhia da mãe, Rosana Ribeiro da Silva, e da avó, Luzinete Logarini.

Para Rosana, a ampliação e a integração dos espaços deixou o passeio ainda mais interessante. “Eu já havia vindo no aquário quando era menor. Agora, com esse tanque novo e com o museu, temos mais peixes e mais coisas para ver”, afirma. Luzinete também gostou da exposição fotográfica logo na chegada do museu. “Aquelas fotos são lindas e remetem às nossas lembranças”, diz.

Marcos Vinícius Fico teve uma razão mais pessoal para visitar o aquário nesta sexta. “Eu gosto de pescar, então, ver as espécies aqui é muito bom”, afirma. Ele e a namorada Mariana Bertão Santos visitaram o espaço pela primeira vez e também ficaram impressionados com a amplitude do museu. “Essa parte da história de Londrina, passando pelo café, pelo algodão... É muito legal para pensarmos como estamos hoje”, diz Mariana.

Já para o casal Pedro e Elizabete Magro, a visita foi quase uma viagem no tempo. “Esses utensílios de cozinha me lembram da casa da minha mãe. Volta na memória a casinha de madeira, onde vivíamos”, conta, ao lado de bules e panelas antigas, esfregão de metal e do ferro de passar a carvão, todos em exposição.

Um pouco mais ao lado, Pedro explicava para seu filho Alex e para o neto João Guilherme como usava os utensílios da lavoura de antigamente. “Eles (filho e neto) não têm essas informações, mas eu tenho. Passei a minha vida na roça de café. Esses tratores eram o máximo da modernidade naquela época”, diz, em referência ao maquinário em exposição. E continua: “Eu e minha mulher viemos para a cidade e nos casamos na década de 1970. Meus filhos não passaram pela roça, mas nós vivemos isso”, afirma, com nostalgia de uma época em que o suor humano também alimentava as terras da lavoura.


 

;

Garanta seu acesso a EXPO 2026