Por Tatiane Salvático
Vinte e uma equipes formadas por alunos e pesquisadores de
Instituições de Ensino Superior (IES) de Londrina e região participam da 10ª
edição Hackathon Smart Agro, que começou nesta sexta-feira (17) e segue até o
dia 19 de abril, no Pavilhão Smart Agro, na ExpoLondrina. A iniciativa é
promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), em parceria com a Agro Valley e
o Sebrae/PR, e tem como objetivo aproximar universidades, empresas e produtores
rurais, criando um ambiente estruturado para o desenvolvimento de startups de
base científica, as chamadas deeptechs.
Com o tema “Transformando ciência em negócios para o agro”,
o Hackathon 2026 reúne projetos desenvolvidos que irão passar por uma jornada
intensiva de validação técnica e de mercado. Durante todo o evento, as equipes
recebem mentorias individuais, além do apoio de duas governanças do Estação 43,
a Governança do Agro e de Químico e Materiais.
Segundo a diretora de Inovação da SRP, Tatiana Fiuza, o
Hackathon cumpre um papel estratégico no ecossistema. “O nosso objetivo é fazer
com que o conhecimento gerado dentro das universidades se transforme em
soluções aplicáveis no campo. O Hackathon é essa ponte entre ciência,
tecnologia e demanda real do agro”, destaca.
Soluções para o
agronegócio
Pelo segundo ano consecutivo, o Hackthon realizado dentro da
ExpoLondrina busca incentivar ideias que podem ser transformadas em soluções
práticas para o agronegócio. Para isso, os projetos dos estudantes e
pesquisadores passaram por uma seleção prévia que avaliou a viabilidade das
ideias apresentadas.
Alunos do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Maria Eduarda
Bassetto, Maria Eduarda Raimundo, João Vitor Caetano e Luisa Furlan participam
do Hackathon com o projeto “Análise de fermentação do resíduo de laranja com o
fungo aspergillus niger: caracterização
das proteases, fitases e lipases”.
“Iniciamos esta pesquisa em uma das disciplinas da nossa grade
curricular. O Hackhathon foi sugestão de um dos nossos professores porque ele
acredita no potencial comercial da nossa ideia. Estamos no evento com o objetivo
de adequar a ideia a algo para o mercado e acreditamos que pode dar muito
certo”, afirma confiante Maria Eduarda Bassetto.
Alunos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Althier Dionízio, Vinícius Kenji e
Felipe Lima trouxeram para o evento a ideia de um alimentador automático de
peixes. “Pensando que o mercado da piscicultura é muito forte no Paraná, a
ideia é oferecermos uma ideia que facilite e diminua os custos dos produtores”
explica Althier.
Potencial de
desenvolvimento
Rubens Negrão, gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, lembra que os projetos participantes do evento têm, ainda, potencial para serem desenvolvidos pós-Hackathon. “É importante lembrar que existe todo um ecossistema apoiador deste evento. Por isso, independente do resultado, todos os participantes têm a chance de receberem apoio de incubadoras, aceleradoras, mentores e investidores da região. Inovação não acontece do dia para a noite, mas um evento como este que ocorre na ExpoLondrina pode ser o início de uma evolução realmente disruptiva para o setor”, reforça Rubens.