Organizadores e equipes vencedoras (Foto: Equipe Elvira Alegre)

Sai o resultado do 4º Hackathon Smart Agro

A maratona veio, este ano, com novo formato focando o mercado

Terminou neste domingo (14) a 4ª edição do Hackathon Smart Agro da ExpoLondrina  2019. Depois de três dias de imersão, as 20 Startups selecionadas para participarem da maratona apresentaram os projetos com seus modelos de negócios para um corpo de 12 jurados. As primeiras colocadas, que receberam R$ 3 mil cada do Sicoob Ouro Verde, foram a DIOXD, HidroMaps e LebenLog (transPork).

Entre as participantes, a Sociedade Rural do Paraná (SRP) selecionou quatro Startups para a Aceleradora Go Agritech: Bee Money, HidroMaps, LebenLog (transPork) e ME PROTEGE EPI.  O Senai premiou a Bee Money e a LebenLog (transPork) com 40 horas de consultoria no IST(Instituto Senai de Tecnologia) para prototipação.

A Cooperativa Integrada selecionou a DIOXD, a REX9 e a X-Think  para validação no Programa de Inovação Aberta.e o IAPAR validará e fará parcerias com as Startups DIOXD, IDMAQ e NEOFIELD. Outras entidades e empresas, que participaram do Hackathon como jurados e/ou mentores ainda premirão as Startups selecionadas para o 4º Hackathon Smart Agro ao longo do mês de abril.

Os projetos foram avaliados conforme o avanço no modelo de negócio e o potencial mercadológico, entre outros critérios. Este novo formato, diferente das outras edições em que se apresentava um protótipo de um modelo de negócio, teve a participação de startups em diferentes fases de desenvolvimento, mas já com uma estrutura mínima para ingressarem no mercado. Inscreveram-se para o evento 37 startups (cerca de 100 pessoas) e foram selecionadas 20.

Organizadores e Startups vencedoras

A DIOXD, uma startup que tem por objetivo aumentar a produção agrícola em média 10%, nas culturas de soja e milho, com um custo baixo, já vem sendo acelerada na SRP Valley desde o final do ano passado. Os integrantes desenvolveram um sistema de tratamento de sementes com dióxido de carbono (Co2) por meio de um sistema de inoculação na semente.

José Américo Barbosa conta que a DIOXD é uma startup diferente que nasceu em 2013 com uma pesquisa de iniciação científica, feita por ele, no colégio onde estudava. “Nos últimos anos a pesquisa começou a ganhar dimensão e começamos a participar de eventos nacionais e internacionais e ganhamos várias premiações. Para a parte tecnológica nós temos uma empresa que faz a manutenção para nós”. A startup é tocada por José Américo e o pai, que é administrador de empresas.

A HidroMaps é formada por sete integrantes, de Londrina e Cornélio Procópio, e foi desenvolvida há um mês. A startup usa inteligência artificial (tecnologias de Machine Learning e Redes Neuraus) para detectar pontos para perfuração de novos poços artesianos, utilizando dados de poços já perfurados e dados de satélite. “O objetivo é levar água onde há escassez do líquido”, diz Jhonatan Richard de Andrade.

“Esse prêmio é muito importante para validar o modelo e saber que a gente está no caminho certo. Agora os próximos passos é desenvolver melhor esta tecnologia e poder fazer parcerias para aplicar isso no mercado”, complementou Jhonatan.

a LebenLog (transPork), cuja proposta é monitorar os suínos priorizando a vida do animal, por  meio de uma plataforma digital, data web, que trabalha em consonância com o sistema embarcado que vai no caminhão. “Esse sistema vai analisar o stress nos suínos, que é a principal causa de morte e da incapacidade do animal”, explicou um dos quatro integrantes da startups, Luiz Antonio de Souza Fernandes

A LebenLog foi desenvolvida há cerca de um mês no Wekend Agro, evento que ocorreu em Ibiporã. “Nós estruturamos e montamos nosso programa de negócio, já temos um protótipo operacional e já estamos indo para validação dele”, disse Luiz Antonio.

O diretor comercial da SRP, Nivaldo Benvenho, satisfeito com os resultados, disse é preciso “linkar esta moçada, que vem com um pensamento diferente, plural em diversas áreas, com o agronegócio. Precisamos de soluções no campo e as startups estão propondo soluções inovadoras, que facilitam e reduzam custo, e que permitem uma maior produtividade no campo”.

José Antônio Fares, diretor regional  Senai Paraná coloca que o evento tem o sentido de  fomentar a sociedade através  do estimulo ao empreendedorismo. “O Hackathon vem ao encontro de uma região que tem vocação tecnológica. O resultado deste evento incentiva o crescimento industrial com a criação de mini empresas, suporte na região. Por esta razão estamos presentes e enaltecemos esta iniciativa.

Para o gerente do Sebrae-Regional Londrina, Fabricio Bianchi,  o novo formato do Hackathon foi bastante interessante porque conseguiu elevar o nível de maturidade da maratona. “É um modelo que acreditamos e se mostrou extremamente efetivo. Pretendemos multiplicar”, afirmou.

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